Juliana Cordaro é artista visual e artista-educadora, residente em São Paulo.

 

Atualmente atua com pesquisas artísticas em seu ateliê e em projetos relacionados à arte-educação. Nos últimos anos, tem trabalhado principalmente com a infância e a juventude,  articulando redes de pessoas, e o desenvolvimento de espaços democráticos para a construção de propostas e ideias tendo as Artes Visuais como forma de pensamento, produção de conhecimento e criação. 

Graduou-se em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo com Bacharelado e Licenciatura Plena em Artes e especialização em Escultura. Frequentou por dois anos a graduação em Comunicação e Artes do Corpo, estudando dança. 

Viveu e trabalhou na Alemanha entre 2010 e 2013, onde aprofundou suas pesquisas artísticas em seu ateliê, investigando temas relacionados à memória, laços e raízes familiares e culturais, imigração e as mudanças de rota de pessoas para diferentes culturas. Desenvolveu dois Projetos de Arte que dialogam com este tema, criando Bibliotecas Itinerantes e Trocas de Correspondência entre duas Residências para Senhoras Idosas em São Paulo e a elaboração de Histórias Autobiográficas escritas e ilustradas por Idosos. 

Participou de exposições coletivas no Brasil e Inglaterra e ilustrou revistas, livros e cartazes de cinema. 

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Acredito na potência da arte para recriar os espaços e as formas de nos relacionarmos, e para promover uma maior consciência social e individual, especialmente quando há desigualdade e injustiça. 

Sou artista e educadora, um tipo de costureira de possibilidades e pessoas, articulando grupos que se juntam em torno de vontades, que se juntam para descobrir quais são as vontades da coletividade. E tenho certeza, afirmando em minhas práticas diárias com os meus pequenos núcleos de pessoas, que atuar coletivamente é revolucionário. 

Ao exercer o papel de artista que venho construindo para mim, abro espaço para viabilizar o papel do outro. E desejo que isso seja transposto tanto na arte como na vida. Acredito que fazer e pensar arte é mais do que necessário, é ferramenta e forma de se facilitar uma espécie de reinvenção do mundo. 

Torço para ver uma transformação que abrace verdadeiramente o ser humano, que assuma e dignifique as diferentes expressões dos indivíduos. E para que eu possa estar nos lugares para participar disso. 

Sou uma artista que atualmente se interessa pela educação para pensar em uma real possibilidade de convivência, coletividade e para que as pessoas possam de fato exercer os seus modos de ser no mundo. Para o desenvolvimento integral das pessoas. Para que possamos agir e nos articular contra os séculos de privilégios para apenas uma minoria. Para que caiba mais do mundo nas pessoas e para que caiba mais das pessoas no mundo.