Juliana Cordaro (São Paulo, SP) é artista visual e artista educadora residente em São Paulo. Atualmente pesquisa educação e arte e atua em projetos relacionados com articulação de redes de pessoas, infância e o desenvolvimento de espaços e encontros democráticos para a construção de propostas e ideias tendo as Artes Visuais como forma de pensamento, produção de conhecimento e criação.

 

Graduou-se em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo com Bacharelado e Licenciatura Plena em Artes e especialização em Escultura. Frequentou por dois anos a graduação em Comunicação e Artes do Corpo, estudando dança.

 

Viveu por três anos na Alemanha, onde aprofundou suas pesquisas artísticas em seu ateliê, investigando temas relacionados à memória, laços e raízes familiares e culturais, imigração e as mudanças de rota de pessoas para diferentes culturas. Desenvolveu dois Projetos de Arte que dialogam com este tema, criando Bibliotecas Itinerantes e Trocas de Correspondência entre duas Residências para Senhoras Idosas e a elaboração de Histórias Autobiográficas escritas e ilustradas por Idosos.

 

Participou de exposições coletivas em SP e Inglaterra e ilustrou revistas, livros e cartazes de cinema.


 

Acredito na potência da arte para recriar e arejar espaços e formas de se relacionar, e para promover uma maior consciência social e individual, especialmente quando há desigualdade e injustiça.

Sou artista e educadora, um tipo de pescadora e costureira de possibilidades e pessoas. Articuladora de grupos que se juntam em torno de vontades, que se juntam para descobrir quais são as vontades do grupo. E tenho certeza, afirmando em minhas práticas diárias com os meus pequenos núcleos de pessoas, que viver coletivamente é revolucionário.

Ao exercer o papel de artista que inventei para mim, abro espaço para viabilizar o papel do outro. E desejo que isso seja transposto tanto na arte como na vida. Acredito que fazer e pensar arte é mais do que necessário, é uma ferramenta, uma forma de se facilitar uma espécie de reinvenção do mundo.

Torço para ver uma transformação que abrace verdadeiramente o ser humano, que assuma e dignifique as diferentes expressões dos indivíduos. E para que eu possa estar nos lugares para participar disso.

Sou uma artista que atualmente se interessa pela educação para pensar e trabalhar em uma real possibilidade de convivência, coletividade e para que as pessoas possam de fato exercer os seus modos de ser no mundo. Para o desenvolvimento integral das pessoas. Para que possamos agir e nos articular contra os séculos de privilégios para apenas uma minoria. Para que caiba mais do mundo nas pessoas e para que caiba mais das pessoas no mundo.